Olá queridos!
Como falei anteriormente, eu sei de todos os problemas do Brasil, mas eu vou participar das olimpíadas e torcer pelos atletas olímpicos. E respeito quem pensa diferente de mim.
Hoje venho falar dessa abertura incrível que aconteceu no Maracanã.
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| Foto: lagoagrandenoticia.com |
Os organizadores foram muito felizes, a começar pela inclusão do poema do Carlos Drummond de Andrade, A Flor e a Náusea, interpretado por Fernanda Montenegro e Judi Dench. O poema foi declamado para falar de natureza e aquecimento global. Foi de arrepiar!
E o que foi a Gisele Bundchen representando a garota de Ipanema ao som de Garota de Ipanema, cantada por Daniel Jobim? Tudo lindo! Ela desfilou em uma passarela de 128 metros. E a Gisele arrasou muito! Ela brilha, pois não é só linda por fora, mas por dentro, também. Ela nos representou muito bem!
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| Foto reprodução |
Adorei ver também o 14 bis voando no Maracanã para representar o Santos Dumont. Foi lindo!
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| Foto Danilo Verpa/Nopp |
Também foi lindo o desfile das 207 delegações, sendo que uma delas é o time dos refugiados olímpicos. Não tem como não se emocionar com a união das nações!
Todos os atletas que participaram da cerimônia de abertura receberam uma semente. Elas serão plantadas no local em que hoje está instalado o Parque Radical, no Complexo Esportivo de Deodoro, onde será criada a Floresta do Atletas. O grande tema da noite foi aquecimento global.
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| Time dos refugiados- Foto do site oficial Rio 2016 |
A parte musical também foi incrível! Paulinho da Viola cantou o hino nacional. E ainda tivemos as participações musicais de : Jorge Ben, Gang do Eletro, Karol Conka e MC Soffia, Marcelo D2 e Zeca Pagodinho, Elza Soares, Cristian do Passinho, Ludmilla, o trio Anitta, Caetano e Gil. Espero não ter deixado de mencionar ninguém.
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| Caetano, Anitta e Gil- Foto do site Ego |
A chama olímpica passou de Gustavo Kuerten, ex-tenista e tricampeão de Roland Garros, para Hortência Marcari, campeã mundial de basquete em 1994, que, finalmente, passou-a para Vanderlei Cordeiro de Lima, medalha de bronze em Atenas 2004, que acendeu a pira olímpica. Muito merecido!
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| Foto do site oficial Rio 2016 |
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| Foto do site oficial Rio 2016 |
Que esse espírito olímpico continue durante todas as competições. Que seja um momento de união, festa e paz!
Deixo o poema de Drummond que muito nos inspira:
A flor e a náusea
Preso à minha classe e a algumas roupas, vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias, espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me?
Melancolias, mercadorias, espreitam-me.
Devo seguir até o enjôo?
Posso, sem armas, revoltar-me?
Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.
Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas sem ênfase.
Vomitar este tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.
Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.
Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.
Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.
Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.
Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.
Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.
Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.
Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio.






















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