Olá queridos!
Neste domingo, o blog está completando 2 anos de existência. Agradeço a todos os leitores pela participação. Fico feliz com cada curtida e comentário nos posts.
Como falei no post anterior, para comemorar, trarei algumas entrevistas ao longo do mês com ilustres escritores.
Nosso segundo entrevistado é o premiado escritor José Luiz Passos. Mandei as perguntas para ele por mensagem no facebook e ele, prontamente, me respondeu. Manterei as respostas conforme enviadas.
O autor ganhou dois importantes prêmios com o Livro O Sonâmbulo Amador: 2º Prêmio Brasília de Literatura (2014) e 11º Prêmio Portugal Telecom (2013). Falei da obra aqui.
Um pouco mais sobre o autor (fonte: sua página http://jlpassos.tumblr.com/about) :
"José Luiz Passos nasceu em Catende, Pernambuco, em 1971. Formado em sociologia, doutorou-se em letras. É autor dos ensaios Ruínas de linhas puras (1998) — sobre as viagens de Macunaíma — e Machado de Assis, o romance com pessoas (2007), que interpreta a influência de Shakespeare na imaginação moral do realismo brasileiro. Pela Alfaguara, publicou em 2009 seu primeiro romance, Nosso grão mais fino, selecionado para o prêmio Zaffari & Bourbon de literatura, seguido de O sonâmbulo amador, em 2012. É autor de uma peça de teatro e de contos publicados em Berkeley, São Paulo, Recife e no Rio de Janeiro, na revista Granta em português. Vive atualmente com a esposa e os dois filhos nos Estados Unidos, onde é professor na Universidade da Califórnia em Los Angeles."
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| Fotografia: Marcelo Tabach - retirada da página do autor |
Vamos à entrevista:
MV- Qual o seu nome completo e quantos livros você já publicou?
José Luiz- Meu nome é José Luiz Passos. Publiquei dois livros com ensaios literários: Ruínas de linhas puras (1998) e Romance com pessoas (2014). E dois romances: Nosso grão mais fino (2009) e O sonâmbulo amador (2012).
MV- Quais são as suas inspirações na hora de escrever?
José Luiz- Entendo inspiração como uma espécie de “vontade de escrever”, uma certa determinação, com método, que todo escritor tem. Na hora de escrever conto com minhas cadernetas de notas, com a memória de emoções, pessoas e eventos passados, e com o silêncio diante do computador ou de uma caderneta. A vontade de contar uma história que ainda não foi contada é o principal motor da escrita.
MV- Existe alguma técnica para escrever bem?
José Luiz- Revisar, cortar, revisar, cortar. Mostrar a pessoas de sua confiança e, sobretudo, ler bons autores.
MV- Você tem um carinho especial por algum de seus livros ou para um escritor todos os livros são como filhos, em que não há preferidos?
José Luiz- Acho que todos os livros são como filhos; são diferentes, cada um a sua maneira. Tenho um carinho especial por O sonâmbulo amador, porque passei vários anos escrevendo e revisando esta história.
MV- O que você recomenda para quem gosta de escrever, mas ainda não teve coragem de expressar isso para o público? Alguma dica?
José Luiz- Continuar escrevendo e lendo o máximo possível, e guardar tudo. Não jogar nada fora. O principal é ter um senso de autocrítica e certa ironia. Não se levar a sério demais, porém continuar escrevendo com regularidade. Só o futuro e os outros dirão se você é ou não um escritor.
Adorei a entrevista! Agradeço muito ao José Luiz Passos por concedê-la. Com certeza, o querido escritor é uma inspiração para os leitores e para os escritores. Espero que também tenham gostado! Recomendo muito os seus livros!
















Gostei da entrevista. E da dica no final: Nao jogar nada fora.
ResponderExcluirParabéns pelo aniversário do blog 🎁
Beijos.
jovensmaesblog.blogspot.com
Obrigada, Bruna! Também adorei as dicas do querido escritor! Beijos
ResponderExcluirParabéns Andreia pelo aniversário do seu belo blog e pela ótima entrevista com esse excelente escritor que descobri nas leituras do CLIC!
ResponderExcluirObrigada, Evandro! Descobrimos juntos esse ótimo escritor no CLIc. Participar do clube tem sido enriquecedor! Bjs
ResponderExcluirRecebi esse lindo comentário, da Elenir, colega do CLIc: Parabéns, Andréia! Gostei muito da entrevista com José Luiz Passos. Seu livro "O sonâmbulo amador", lido no Clube, é muito bom! Assinalei trechos maravilhosos, dentre os quais o que transcrevo abaixo:
ResponderExcluir"...Diante do espelho, olhe nos olhos e repita duas ou três vezes aquele seu nome de infância. Jura, Jura, no meu caso. Vão e façam igual, qualquer coisa lá dentro se abre. Na vertigem dessa palavra, voltarão, tenho certeza, de bem longe, as cenas de um tempo adormecido, o começo das coisas, momentos que passaram a se fazer notar, com gente que não nos pedia nada em troca. Eram apenas o que eram. Não deixa de ser incrível que uma centelha disso tudo sobreviva nas cinzas de um mero apelido defasado".
Quanta sensibilidade!
Obrigada, querida, por levar-me a reler pedaços desse excelente livro e lembrar-me, frente ao espelho, da menininha de tranças, Niní.